Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.
[Salmos 37:4]
Feliz ano novo! Quantas vezes você repetiu e ouviu essa frase ontem e hoje? O que nós estamos dizendo de fato? O que queremos que as pessoas que amamos vivam no novo ano? É claro que desejamos toda alegria e satisfação para elas, mas isso não significa que não sabemos que também haverá problemas e dificuldades. Desejamos que os obstáculos sejam vencidos e as barreiras ultrapassadas. Ainda que durante o novo ano venha dor e preocupação, que tudo termine em superação e alegria! 
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
[Isaías 9.6]
Chegou o Natal! A correria das compras, a preparação da ceia, a entrega de presentes… O que isso significa para mim? É muito fácil perdermos o foco nesses dias. Corremos o risco de darmos tanta atenção aos detalhes da festa e esquecermos de sua essência. Tudo isso só faz sentido se for feito por causa de Jesus. Jesus veio ao mundo salvar o perdido. Ele abriu a porta para um relacionamento com o Pai e o viabilizou por meio da sua morte expiatória na Cruz do Calvário. Seu nascimento, sua vida simples, seus ensinamentos e exemplo de vida nos ensinam como devemos viver. Sua morte nos redimiu, mas sua vida nos inspira a viver.
O nascimento de Jesus decepcionou os judeus que esperavam um libertador. Imaginavam um líder político, um guerreiro poderoso, um gigante que impressionasse o inimigo e inspirasse a nação trazendo a esperança, despertando coragem, restaurando a auto-estima e devolvendo à nação a glória e a liderança perdidas.
De uma certa forma, o Messias ainda decepciona. Os cristãos esperam um Jesus que atenda aos seus desejos, conserte sua família, conceda riquezas, promova o sucesso, cure as feridas da alma, puna os injustos, salve os filhos, torne a vida prazerosa, longa e muito próspera. Frustram-se ao encontrar um Messias que convida a carregar a cruz, tomar parte no sofrimento, que nega-se a si mesmo, considera os outros superiores e “perde a vida” por amor do evangelho.
Preferimos o evangelho da árvore enfeitada, da melodia bem entoada, da mesa farta, da roupa de marca, do perfume caro, do carro importado, distante da lepra da pobreza, da feiura da periferia, do mau cheiro do vício e da prostitução… Preferimos a ilusão do isolamento ao enfrentamento da desigualdade social, do engano do misticismo, da escravidão da corrupção.
O Natal de Jesus nos convida a, como Ele, deixar nosso lar majestoso e viver voluntariamente em meio as misérias da vida humana, a fim de levar boas notícias, cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar a libertação aos que estão presos pelo diabo, proclamar o ano da bondade do Senhor.
O Natal de Jesus nos desafia a sermos sal da terra e luz do mundo, a não julgarmos o próximo, mas a amá-lo como amamos a nós mesmos. Nos convida a amar nossos inimigos e orar pelos que nos fazem mal. Você está disposto a viver o verdadeiro Natal? Torne-se parte do presente de Deus para a humanidade e experimente a verdadeira alegria do Natal!
Feliz Natal!
Na casa do meu pai, o Natal sempre foi o principal evento do ano. Mesmo em períodos de contenção financeira, nunca faltavam os presentes, a boa comida e o carinho manifestado em meio às antigas canções e leituras bíblicas que contam a história do nascimento de Jesus. Sempre regadas de muita emoção, essas noites marcaram para sempre minha memória!
Quais são suas memórias natalinas? Alguns nunca tiveram um Natal em família sem brigas e confusão. Outros só têm lembranças tristes. Ainda existem aqueles que, durante essas festas, sentem-se deprimidos. 
Quando frequentava a escola, na minha pré-adolescência, ficava irritado com algumas matérias que era obrigado a estudar. Não via sentido naquilo. Me perguntava qual seria a utilidade daquelas coisas, em quê utilizaria aquele conhecimento que não me despertava nenhum interesse. Ainda lembro de algumas fórmulas, conceitos, regras… algumas me surpreenderam por, finalmente, mostrarem-se úteis. Outras, ainda não sei por que precisei passar tanto tempo dando duro para dominá-las. Tem coisa que esqueci logo depois da prova, e nunca mais lembrei. Outras, dizem, serviram para exercitar minha mente, treinar meu raciocínio, estimular minha criatividade… talvez seja verdade! Depois de todos esses anos, percebo que ainda existem coisas na minha vida que não fazem sentido. Parece que aprendemos a manter em nossa agenda coisas que não têm a menor importância, mas nunca paramos para avaliar isso. Por que fazemos aquilo que fazemos? Algumas coisas têm respostas simples e diretas, mas outras, nem sabemos quando foi que passaram a ter um lugar em nossa vida. 
Quantos amigos você tem? Refiro-me a amigos de verdade. Aqueles que você ama e conhece profundamente. Amigo com o qual você perde facilmente a noção do tempo, e que quando alguém é criticado ou acusado, você sente como se fosse contra você. Alguém que jamais falaria mal de você, e que, por conhecê-lo, você nunca acredita quando o acusam de tê-lo feito. Quantos você tem?
A Bíblia fala da amizade de Davi e Jônatas, cujos vínculos superaram os familiares, e em que a fidelidade de Davi para com o amigo se manteve mesmo após a morte deste. Mostra também a intimidade de Jesus com Pedro, Tiago e João, que foi maior do que com os demais discípulos, e a amizade ainda maior de Jesus com João, que era reconhecida pelos demais. 
O último bloco de reflexões do livro “Um Mês Para Viver”, de Kerry e Chris Shook, desafia-nos a viver de tal maneira que, ao partir desta vida, deixemos um legado duradouro e marcas profundas e valiosas como contribuição para as próximas gerações. Viver dessa maneira é um desafio que exige de nós uma firme determinação de usar nossas habilidades e tempo de maneira sábia e focada.
Quando Deus falou com Abraão e lhe instruiu a sair de Ur dos Caldeus (Gn 12), não lhe forneceu um mapa de viagem nem deu instruções claras de que direção ele deveria tomar, mas foi muito claro em relação ao efeito que sua obediência causaria: “…por meio de você todos os povos da terra serão abençoados” (Gn 12.3b). 
Aos olhos de muitos cristãos, viver de acordo com os padrões de Jesus ensinados no sermão do monte pode parecer difícil demais e totalmente inadequado para os nossos dias. O cristianismo de hoje não se parece mais com aquele ensinado por Jesus e praticado pelos primeiros discípulos. Aquele cristianismo mantinha certas práticas inconvenientes, como considerar os outros superiores a si mesmo, perdoar aqueles que nem merecem ser perdoados, levar uma vida altruísta mesmo quando ninguém percebe, receber bem as pessoas, manter o coração puro e até amar os inimigos, a ponto de falar bem daqueles que nos tratam mal. Práticas assim não combinam mais com os valores religiosos de hoje. 
A maioria das pessoas evita pensar acerca da morte e acaba vivendo como se a vida aqui nesta terra jamais fosse acabar ou, pelo menos, como se ela fosse tudo o que teremos.
O homem, no entanto, é um ser eterno e tudo o que faz aqui tem reflexo na eternidade. A Bíblia faz recomendações para uma vida feliz, mas também responsável. Eclesiastes 12.1 diz: “Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: Não tenho satisfação neles”; no capítulo 11, versículo 9 está escrito: “Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento”. Deus não nos deu a vida e depois nos esqueceu aqui neste mundo. Ele está interessado na maneira como vivemos. A Bíblia nos lembra que a juventude passa rapidamente e que, juntamente com a vida, Deus nos deu a responsabilidade de fazer dela algo relevante. 
“Vocês corriam bem. Quem os impediu de continuar obedecendo à verdade?” Gálatas 5.7
Você procura obedecer totalmente aquilo que a Bíblia orienta, ou faz uma seleção daquilo que lhe parece mais importante? Um número cada vez maior de cristãos considera a Bíblia um livro sagrado, a palavra de Deus que não pode ser “levado ao pé da letra”. Por essa razão, os cristãos da atualidade tornam-se: sexualmente ativos antes e fora do casamento, namoram e se casam com não-cristãos, sonegam imposto de renda, deixam de ser fiéis na devolução do dízimo e na dedicação de ofertas, negligenciam os dons espirituais, divorciam-se com facilidade, mentem para sair de situações embaraçosas e mantém um número indizível de outras práticas antibíblicas.